À Margem

Já que falamos sobre fragilidades do tempo presente… as três obras desse conjunto tratam das situações e daqueles que ficam à beira da estrada de qualquer coisa, apenas sendo. Da fortaleza daqueles à espera de um momento melhor para ser, enquanto tudo passa. À margem das águas, os ribeirinhos, onde aportam suas canoas. À margem dos rios, as cidades, que tantas vezes dão as costas a essas águas e crescem para longe da própria origem, seguindo outros cursos de rios. À margem de grandes centros, onde as coisas acontecem, os periféricos – nós, os pequenos. Enquanto uma moita de folhas bordadas, sobrepostas à fotografia, apontam para outras possibilidades. Como asas, prontas para oferecer novos modos de se entender, novos modos de ser. Subir numa canoa, partir, pode ser tão pequeno e ao mesmo tempo tão grande. Estas obras fazem uma pergunta: Qual é a sua margem?

Exibidas em:

  • A Nordeste do Nordeste. Curadoria Wilame Lima. Casa da América Latina. Lisboa | Portugal. 2026.
  • À MARGEM estreou na exposição coletiva MAIS MENOR, na galeria J. Inácio, junto a AO SERGIPE, O RIO, com curadoria de Michel de Oliveira e Renata Voss. 2025.